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Depois de visitares o blog - descobre os olivais, lagares e roteiros que fazem deste lugar um dos mais premiados do Norte de Portugal!

Para além do Alentejo: porque é que os amantes do azeite estão a descobrir o olivoturismo em Trás-os-Montes

Quando se fala em azeite português, a maioria das pessoas pensa no Alentejo. E com razão — é a maior região produtora do país, com paisagens reconhecíveis e uma marca forte no mercado internacional. Mas há um território no extremo norte de Portugal onde o azeite tem outra história, outro ritmo e outra escala. E é precisamente isso que o torna diferente.

Trás-os-Montes: o olivoturismo que não se encontra nos guias



Azeitona acabada de apanhar.

Trás-os-Montes e Alto Douro, no interior norte de Portugal, é uma das regiões olivícolas mais antigas da Península Ibérica. São 17 municípios, mais de quatro séculos de tradição documentada, variedades autóctones que não existem em mais lado nenhum — como a Verdeal Transmontana, a Madural, a Cobrançosa ou a Negrinha de Freixo — e uma paisagem que combina olivais com vinhas do Douro, vales profundos, planícies, praias fluviais e um céu nocturno praticamente sem poluição luminosa.


Mas o que distingue verdadeiramente este território como destino de olivoturismo não é apenas a paisagem. É a escala. Aqui, quando visitas um produtor de azeite, é o próprio produtor que te recebe — não um guia contratado para uma experiência desenhada para centenas de pessoas. E, quando pedes para provar, provas no mesmo sítio onde o azeite é feito, muitas vezes com o olival à vista.


O que podes viver: experiências de olivoturismo em Trás-os-Montes


Na Quinta Zimbro da Morena, em Torre de Moncorvo, o olival tradicional de sequeiro estende-se por 20 hectares numa encosta com vista para o rio Douro e a foz do Sabor — oliveiras centenárias, apanha manual, práticas sustentáveis. É uma experiência de olivoturismo que combina paisagem UNESCO com produção artesanal.


SunAzibo Solar Boat

Mas o olivoturismo em Trás-os-Montes não se resume a visitar produtores. O território oferece experiências que cruzam o azeite com a natureza, a cultura e o bem-estar. A Apanha da Azeitona "Do Olival ao Geopark", organizada pela Sun Azibo em Macedo de Cavaleiros, é uma experiência sazonal que combina a colheita com a visita ao Geoparque Mundial da UNESCO Terras de Cavaleiros.

E no Geocruzeiro Geopark, navegas a albufeira do Azibo numa embarcação movida a energia solar — 100% silenciosa — depois de visitares a aldeia dos Caretos de Podence, Património Imaterial da UNESCO.


Para quem procura descanso, a Casa de Campo dos Távoras, em Mirandela, oferece alojamento com traça transmontana e experiências gastronómicas feitas à moda antiga — "cun Alma i Coraçon", como dizem na Terra Quente.


O olivoturismo e o turismo gastronómico como experiência de viagem



Núcleo Museológico do Azeite - Solar de Cortiços

No Alentejo, o azeite é uma indústria consolidada e eficiente. Em Trás-os-Montes, é uma cultura viva — transmitida de geração em geração, feita à mão, e partilhada com quem aparece. Não é melhor nem pior. É diferente. E para quem procura turismo gastronómico com autenticidade — sem filtros e sem intermediários — é exatamente o que falta descobrir.


Os números confirmam: o território reúne quatro designações UNESCO (Alto Douro Vinhateiro, Vale do Côa, Reserva da Biosfera Meseta Ibérica e Geoparque Terras de Cavaleiros), mais de 111 prémios internacionais ganhos pelos produtores da rede Azeite a Norte, e 149 percursos pedestres catalogados. E, apesar de tudo isto, mantém-se fora dos circuitos de turismo de massas — por enquanto.


Não encontras o que procuras?


Se o roteiro que imaginas ainda não existe, diz-nos. Ou desafia o produtor — propõe-lhe a experiência que gostavas de ter.

É assim que as melhores experiências nascem neste território.


Explora os roteiros, os produtores, as experiências de olivoturismo e os percursos pedestres do território.


O azeite de Trás-os-Montes não se explica. Prova-se.

 


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