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A Oliveira em TMAD

O cultivo da oliveira nesta região não é apenas uma atividade económica, mas um elemento cultural profundamente enraizado que remonta à Antiguidade, tendo evoluído para uma combinação entre tradição produtiva e potencial turístico através do olivoturismo.

A Oliveira em Trás-os-Montes: História, Variedades e Contribuição para o Olivoturismo Regional

A região de Trás-os-Montes representa um dos pilares fundamentais da olivicultura portuguesa, destacando-se como a segunda maior zona produtora nacional, com características singulares que conferem aos seus azeites propriedades organolépticas únicas.

O cultivo da oliveira nesta região não é apenas uma atividade económica, mas um elemento cultural profundamente enraizado que remonta à Antiguidade, tendo evoluído para uma combinação entre tradição produtiva e potencial turístico através do olivoturismo.

A riqueza das variedades autóctones como a Cobrançosa, Madural e Verdeal Transmontana, adaptadas ao terroir transmontano, permitem a produção de azeites DOP de excelência que conquistam reconhecimento nacional e internacional, enquanto sustentam um património agrícola e cultural que constitui hoje uma oportunidade de desenvolvimento territorial.

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História da Oliveira em Trás-os-Montes

A presença da oliveira na região de Trás-os-Montes remonta à Antiguidade, revelando uma tradição multissecular de cultivo e produção que moldou a paisagem e a cultura local.

Embora não haja registos precisos sobre o início do cultivo, sabe-se que a plantação sistemática de olivais em Mirandela, um dos principais centros olivícolas da região, data possivelmente da primeira metade do século XVI[1].

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Sem registo preciso, mas vários indícios que confirmam a existência do cultivo, para consumo local, da oliveira e do azeite.

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As Raízes Antigas do Azeite em Trás-os-Montes

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Repete-se com frequência que a olivicultura em Trás-os-Montes começou no século XVI. A afirmação não é infundada — mas é incompleta. Essa data refere-se à plantação e expansão documentadas dos olivais na zona de Mirandela, e não à origem da oliveira ou do azeite na região. O registo mais profundo — botânico, arqueológico e documental — recua esta história muitos séculos, até à Antiguidade romana e, tratando-se de uma árvore autóctone, muito para além dela.

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Uma árvore autóctone, não uma importação

Muito antes de se plantar qualquer olival, a linhagem da oliveira já pertencia à paisagem ibérica. A oliveira-brava — o zambujeiro (Olea europaea var. sylvestris) — é nativa da Península e foi explorada desde o Neolítico; foi a partir dela que se domesticou a oliveira cultivada, processo iniciado no Próximo Oriente há cerca de seis mil anos (Florestas.pt). No sul da Península, o cultivo da oliveira difunde-se para o interior já em época romana (estudo sobre a domesticação da oliveira na Andaluzia, 2005), e a Pré-história recente do Trás-os-Montes oriental está documentada do ponto de vista dos seus recursos vegetais (Figueiral & Sanches, 1998–1999, 2003).

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Prova material do período romano

A evidência mais decisiva vem do vale do rio Sabor. No sítio da Quinta de Crestelos (Meirinhos, Mogadouro) — escavado no âmbito da arqueologia de salvaguarda do Baixo Sabor e ocupado desde a Pré-história recente ao século XIX — o estudo arqueobotânico recuperou restos de oliveira (Olea) a par de videira (Vitis) em contextos de época romana. A síntese regional de treze sítios do vale interpreta estes achados como prova de que as pequenas explorações romanas produziam vinho e/ou azeite (Tereso et al., 2024; 2018; 2020). A este dado junta-se um topónimo eloquente: o «Olival da Santa», em Santa Eufémia (Alfândega da Fé), assenta sobre um local com ocupação de época romana (Pinto & Pereira, 2015).

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O testemunho dos documentos

As terras do azeite estão documentadas desde a Idade Média: o Foral de Torre de Moncorvo (1285, D. Dinis), o Foral de Mirandela (7 de Março de 1291, D. Dinis) e a instituição do Morgado de Santo António de Moncorvo (1491), a que fica vinculada a Quinta da Laranjeira, de fundação anterior ao século XV (Correia, 2019; Alves, 2000). Sobre estas propriedades, os tombos e registos fiscais da Época Moderna descrevem já explicitamente o olival: o Tombo do Morgado de Santo António (1757) regista na Quinta da Laranjeira «muita oliveira»; a Décima de Torre de Moncorvo (1765) descreve-a com «casas, oliveiras e terras de pão»; e um Auto de Câmara de 1796 refere as suas «muitas terras e oliveiras» (Correia, 2019).

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Testemunhas vivas

O projecto OLIVECOA (Instituto Politécnico de Bragança / CIMO, Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e Fundação Côa Parque) identificou e catalogou 150 oliveiras centenárias e milenares no Vale do Côa — organismos vivos que, em muitos casos, antecedem em séculos qualquer plantação do século XVI.

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O que o século XVI realmente assinala

A data tantas vezes citada assenta no cronista quinhentista João de Barros, que registou que as oliveiras tinham sido plantadas há pouco em torno de Mirandela — um registo de expansão, não de origem. O próprio caderno de especificações da DOP afirma que o consumo de azeite em Trás-os-Montes remonta à Antiguidade, datando a plantação dos olivais de Mirandela da primeira metade do século XVI (DGADR). A oliveira já era cultivada e transformada aqui em época romana. O ano de 1500 não é o início desta história — é um capítulo dentro dela.

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Fontes

Tereso, J. P., Oliveira, C., Vaz, F. C. & Seabra, L. (2024). Archaeobotanical data from the Sabor Valley… The Holocene, 34(8), 1062–1075. ·

Tereso, J. et al. (2018). Os horrea na Quinta de Crestelos… Cadernos do GEEvH, 7. · Tereso, J. et al. (2020). Cultivos de Época Romana no Baixo Sabor. ·

Tereso, J. et al. (2016). Os níveis medievais da Quinta de Crestelos. Arqueologia Medieval, 14. · Pinto, R. & Pereira, S. (2015). Olival da Santa (Santa Eufémia). ·

Figueiral, I. & Sanches, M. J. (1998–1999; 2003). Antracologia de Trás-os-Montes. · On the origin and domestication of Olea europaea in Andalucía (2005). Veg. Hist. Archaeobot. ·

Correia, M. C. R. (2019). Arqueologia e História das Grandes Propriedades do Vale do Baixo Sabor (FLUP). · Alves, F. M. (Abade de Baçal) (2000). Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança. ·

Baquero Moreno, H. Mirandela e o seu Foral na Idade Média (CM Mirandela). ·

OLIVECOA — IPB/CIMO, U. Porto, Fundação Côa. ·

DGADR — Azeite de Trás-os-Montes DOP. ·

João de Barros, Geografia (séc. XVI). ·

Florestas.pt.

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Evolução Histórica da Produção

A olivicultura transmontana experimentou um crescimento substancial no final do século XIX. Em 1894, a produção atingiu a marca significativa de 776 quilolitros de azeite, demonstrando a importância económica que esta cultura já assumia na época[1]. Apenas dois anos depois, em 1896, existiam já 12 lagares de azeite apenas na vila de Mirandela, evidenciando o desenvolvimento da indústria transformadora associada à oliveira[1].

O reconhecimento da qualidade do azeite transmontano também tem raízes históricas. Em 1903, o azeite da região conquistou a medalha de prata na Exposição Agrícola, um marco importante na valorização deste produto regional[1]. Esta distinção representou um dos primeiros reconhecimentos formais da excepcionalidade do azeite produzido nesta zona do país.

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A Oliveira como Elemento Cultural

Na "Terra Quente" de Trás-os-Montes, a oliveira sempre foi considerada uma árvore de grande valor, chegando mesmo a ser tratada como uma árvore sagrada devido ao seu rendimento e à importância do azeite na economia e alimentação locais[1]. Esta veneração da oliveira transcende o aspecto meramente produtivo, refletindo uma relação profunda entre as comunidades transmontanas e esta cultura.

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Variedades de Oliveira na Região Transmontana

A região de Trás-os-Montes distingue-se pela presença de variedades autóctones que conferem características singulares aos azeites ali produzidos. As principais variedades cultivadas na região são:

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Variedades Predominantes

  1. Verdeal Transmontana: Variedade emblemática da região, contribui para o perfil sensorial característico dos azeites transmontanos[2][3].

  2. Madural: Uma das variedades tradicionais que integra a composição do Azeite de Trás-os-Montes DOP, proporcionando equilíbrio às misturas[1][3].

  3. Cobrançosa: Variedade de grande difusão em Portugal, sendo uma das principais na região transmontana, contribuindo para a riqueza sensorial dos azeites locais[2][3].

  4. Cordovil de Trás-os-Montes: Variedade regional que complementa as anteriores na composição dos azeites tradicionalmente produzidos na região[1][2].

 

A presença destas variedades autóctones constitui uma riqueza genética importante, especialmente num contexto de alterações climáticas, pois representam material vegetal adaptado às condições edafoclimáticas específicas da região ao longo de gerações[2].

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Características do Azeite de Trás-os-Montes DOP

O Azeite de Trás-os-Montes com Denominação de Origem Protegida (DOP) representa a excelência da produção oleícola da região, apresentando características distintivas que o valorizam no mercado nacional e internacional.

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Perfil Sensorial e Características Diferenciadoras

O azeite desta região destaca-se por ser equilibrado, com cheiro e sabor a fruto fresco, características que o diferenciam de outros azeites nacionais[1][4].

Frequentemente, apresenta notas amendoadas combinadas com uma sensação harmoniosa entre o doce, o verde, o amargo e o picante[4]. Esta conjugação de atributos sensoriais resulta da combinação das variedades locais com as condições peculiares de solo e clima da região.

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Área de Produção e Certificação

A área de produção do Azeite de Trás-os-Montes DOP abrange diversos concelhos da região, incluindo Mirandela, Vila Flor, Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Vila Nova de Foz Côa, Carrazeda de Ansiães e algumas freguesias dos concelhos de Valpaços, Murça, Moncorvo, Mogadouro, Vimioso e Bragança[1]. Esta delimitação geográfica assegura a ligação entre o produto e o território.

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A certificação como DOP é assegurada por um organismo de controlo e certificação (Kiwa Sativa - Unipessoal, Lda.), garantindo a autenticidade e qualidade do produto conforme os parâmetros estabelecidos no caderno de especificações[1].

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Qualidades Organolépticas das Diferentes Variedades

Cada variedade de oliveira contribui com atributos específicos para o perfil sensorial dos azeites transmontanos, resultando em produtos com características distintas que podem ser apreciados isoladamente ou em misturas equilibradas.

Perfis Sensoriais por Variedade

  • Verdeal Transmontana: Produz azeites com notas vegetais pronunciadas, destacando-se aromas de erva e frutos verdes secos. Na boca, apresenta amargor e picante bem marcados, com boa persistência[3].

  • Cobrançosa: Origina azeites com complexidade aromática, combinando notas herbáceas com toques de frutos secos. Tendencialmente menos amargos que os da Verdeal, mantendo um picante equilibrado[3].

  • Madural: Confere aos azeites notas frutadas, por vezes com reminiscências de banana e frutos maduros. O amargor e picante são moderados, resultando num perfil mais suave[3].

 

A combinação destas variedades resulta em azeites complexos e equilibrados, com notas de erva e tomate, amargor e picante harmoniosos e persistentes, que intensificam o sabor dos alimentos, como demonstrado na experiência com a famosa Posta Mirandesa[3].

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O Olivoturismo em Trás-os-Montes

O olivoturismo surge como um produto turístico emergente com relevância crescente no desenvolvimento dos territórios olivícolas, incluindo a região transmontana. Este segmento especializado do turismo rural e gastronómico centra-se na cultura da oliveira e na produção de azeite.

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Desenvolvimento e Potencial

O olivoturismo em Trás-os-Montes tem vindo a ganhar expressão como uma forma de diversificação da oferta turística regional, aproveitando a riqueza patrimonial associada à cultura da oliveira[3]. A região, sendo a segunda maior zona de produção nacional, beneficia da autenticidade dos seus olivais autóctones (Cobrançosa, Madural e Verdeal Transmontana) e do terroir único, que permite a produção de excelentes Azeites Virgens Extra DOP com atributos diferenciadores[3].

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Roteiros e Experiências Olivoturísticas

A região de Trás-os-Montes oferece diversos roteiros e experiências centrados na oliveira e no azeite, proporcionando aos visitantes um contato direto com esta cultura ancestral.

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Principais Experiências Disponíveis
  1. Visitas a Produtores e Lagares: Produtores abrem as suas portas aos visitantes, permitindo conhecer o processo produtivo do azeite, desde o olival até ao produto final[3][5]. Estas visitas incluem frequentemente provas de diferentes lotes e monovarietais, assim como degustação de azeitonas de diferentes variedades.

  2. Museu da Oliveira e do Azeite: Situado em Mirandela, num edifício de arquitetura industrial, este museu oferece uma viagem no tempo, permitindo compreender a atividade do varejo da azeitona, transporte e produção, além de exibir coleções de utensílios relacionados com a cultura olivícola[3].

  3. Experiências Gastronómicas: A integração do azeite na gastronomia local constitui um elemento fundamental do olivoturismo, como exemplificado pela experiência da Posta Mirandesa finalizada com um fio de Azeite Virgem Extra[3]. Estas experiências permitem aos visitantes compreender como o azeite pode transformar e valorizar os pratos tradicionais.

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Importância Económica e Cultural da Oliveira na Região

A oliveira desempenha um papel multifacetado na região transmontana, contribuindo simultaneamente para a economia, a cultura e a identidade territorial.

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Dimensão Económica

A produção de azeite representa uma fonte importante de rendimento para muitas famílias e empresas na região. O reconhecimento da qualidade do Azeite de Trás-os-Montes, evidenciado pela certificação DOP, permite a valorização do produto nos mercados nacionais e internacionais, contribuindo para a sustentabilidade económica das comunidades rurais.

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O olivoturismo emerge como um vetor de desenvolvimento económico, diversificando as fontes de rendimento dos produtores e criando novas oportunidades de negócio em áreas como a restauração, o alojamento e os serviços de experiências[3].

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Valor Cultural e Patrimonial

Para além da sua dimensão económica, a oliveira representa um elemento identitário fundamental da região transmontana. Os métodos tradicionais de cultivo e produção, transmitidos de geração em geração, constituem um património imaterial de grande valor[1].

 

A crescente consciencialização sobre a importância da alimentação saudável beneficia o setor do azeite. Como observado por João Rosado, citado num dos resultados de pesquisa, "Os portugueses não valorizam a qualidade do produto nem a origem, mas começam a ter interesse pelo que comem e pelos alimentos. Enquanto gordura boa, o azeite beneficia com isso"[5]. Esta tendência representa uma oportunidade para a valorização do azeite transmontano como produto diferenciado e de qualidade superior.

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Conclusão

A oliveira em Trás-os-Montes representa muito mais que uma simples cultura agrícola. É um símbolo da identidade regional, um motor de desenvolvimento económico e um ativo turístico com potencial crescente. A combinação única de variedades autóctones, condições edafoclimáticas particulares e saber-fazer tradicional resulta em azeites de excelência que expressam o terroir transmontano.

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O olivoturismo surge como uma oportunidade para valorizar este património, conectando os consumidores e visitantes com a origem do produto, os métodos de produção e a cultura associada. As diversas experiências disponíveis, desde visitas a olivais e lagares até provas de azeite e refeições temáticas, constituem um complemento importante à oferta turística regional.

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A plataforma Azeite a Norte posiciona-se, assim, como um veículo fundamental para a divulgação deste património e para a sensibilização tanto dos públicos locais como dos turistas para a riqueza e diversidade da olivicultura transmontana. Através da informação sobre a história, as variedades, as características organolépticas e as aplicações culinárias dos diferentes azeites, contribui para a formação de consumidores mais informados e para a valorização de um produto emblemático da região.

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Fontes:

  1. https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/azeites-e-azeitonas/59-azeite-de-tras-os-montes-dop          

  2. https://florestas.pt/saiba-mais/quais-sao-as-variedades-de-oliveira-mais-plantadas-em-portugal-para-produzir-azeite-e-azeitona/   

  3. https://www.esht.ipp.pt/noticias/as-sinergias-entre-enoturismo-e-olivoturismo-2013-visita-tecnica             

  4. https://www.ptpt.pt/produtos/63 

  5. https://visao.pt/visaose7e/sair/2022-11-25-viagem-ao-mundo-do-azeite-para-aprender-a-apreciar-o-nectar-da-azeitona/ 

  6. https://plantaeagro.pt/a-oliveira-em-portugal-com-sensores-rotas-turisticas-pelos-olivais/

Image by Douglas Williams
Na "Terra Quente" de Trás-os-Montes, a oliveira sempre foi considerada uma árvore de grande valor, chegando mesmo a ser tratada como uma árvore sagrada devido ao seu rendimento e à importância do azeite na economia e alimentação locais.
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