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A valorização do azeite português: da produção ao valor

há 12 minutos
3 min de leitura

Azeitona

Portugal produziu, em 2025, quase duas vezes e meia mais azeite do que consumiu. O grau de autoaprovisionamento atingiu 247,9% — um número que, à primeira vista, parece uma história de sucesso. (Fonte: INE / 24Notícias, 17 setembro 2026)


Mas nem sempre é.


O paradoxo que os números escondem


Um artigo publicado a 17 de setembro no 24Notícias ouviu quatro produtores — dois de azeite, dois de vinho — e o diagnóstico é unânime: produzir acima das necessidades internas não significa que o agricultor consiga viver do que produz.


António Martins, olivicultor de Trás-os-Montes, é directo: o país pode produzir e exportar muito azeite, mas isso não garante margem ao produtor. E quando os custos de produção sobem — mão de obra, combustível, fitossanitários — e o preço de venda desce, a conta é simples: a margem desaparece. (Fonte: 24Notícias / Gonçalo Lopes)


O problema, acrescenta, é estrutural: um olival tradicional numa encosta transmontana não consegue competir em custos com centenas de hectares mecanizados. E se o Estado não reconhecer essa diferença, esses olivais vão ser simplesmente abandonados. (Fonte: 24Notícias)


"Não precisamos de produzir por produzir. Precisamos de vender melhor."


Maria Fernandes, produtora de azeite no Alentejo, vai ao coração da questão com uma frase que podia estar na missão do Azeite a Norte: "Não precisamos de produzir por produzir. Precisamos de vender melhor." (Fonte: 24Notícias)


E acrescenta: Portugal já sabe produzir azeite de grande qualidade. O que falta é que essa qualidade seja paga. E para isso são necessárias promoção externa, diferenciação — e uma indicação de origem que seja clara para o consumidor. (Fonte: 24Notícias)


João Carvalho, viticultor do Douro, fecha o argumento com a frase mais importante do artigo — e a mais próxima do que defendemos: "O objetivo não pode ser simplesmente produzir mais. Tem de ser produzir aquilo que conseguimos valorizar." (Fonte: 24Notícias)


Rastreabilidade: a resposta que o setor está a pedir — e que já existe


Ana Sousa, viticultora do Dão, coloca a questão que une toda esta conversa: "O que tem de existir é rastreabilidade absoluta. O consumidor deve saber de onde vem aquilo que está a comprar e nós precisamos de competir com regras iguais." (Fonte: 24Notícias)


No Azeite a Norte, esta não é uma aspiração. É uma realidade que já estamos a construir.


A rastreabilidade que os produtores pedem tem hoje uma resposta concreta no Digital Product Passport (DPP) — o sistema que permite ao consumidor, a partir de um simples QR Code, saber exactamente de onde vem o azeite que está a comprar: o olival, o produtor, a campanha, as análises. Uma ferramenta que transforma a origem numa vantagem competitiva — e que o Azeite a Norte está a implementar com os seus produtores parceiros.


👉 Saiba mais sobre a rastreabilidade DPP no Azeite a Norte: azeiteanorte.pt/rastreabilidade-dpp


O olivoturismo como ferramenta de valorização


Se a questão não é produzir mais, mas valorizar melhor — então o olivoturismo é uma das respostas mais directas que existem.


O visitante que entra num lagar em Mirandela, que prova azeite recém-prensado, que percebe a diferença entre a Cobrançosa e a Madural, que conhece o produtor pelo nome — esse visitante não compra azeite. Compra uma história, uma origem, uma relação. E paga por isso um preço que o linear do supermercado nunca vai atingir.


É exactamente isso que os produtores ouvidos pelo 24Notícias estão a pedir ao mercado: que reconheça o valor do que está no frasco. O olivoturismo é o caminho mais directo para que esse reconhecimento aconteça — sem intermediários, sem pressão de preço, sem comparação com o azeite de olival intensivo a 3,35€/litro.


👉 Conheça os nossos produtores parceiros e os roteiros de olivoturismo em Trás-os-Montes e Alto Douro — e descubra como comprar azeite de quem o faz, ao preço que ele merece.


Fonte: 24Notícias / Gonçalo Lopes — "Portugal produz mais azeite e vinho do que consome. Então por que razão os produtores estão em dificuldades?", 17 setembro 2026: https://24noticias.sapo.pt/economia/artigos/portugal-produz-mais-azeite-e-vinho-do-que-consome-entao-por-que-razao-os-produtores-estao-em-dificuldades


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