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Corporate & Azeite: Team Building no Olival

há 42 minutos
3 min de leitura

Team Building

Trás-os-Montes e Alto Douro como cenário para equipas que precisam de sair do escritório — não para um workshop com nome bonito, mas para um trabalho real, feito em conjunto, debaixo de uma oliveira.


Há um tipo de team building que todos já fizemos e de que ninguém se lembra passada uma semana — o jogo de perguntas, a escape room genérica, o workshop com post-its coloridos e um facilitador a dizer "não há respostas erradas". Funciona uma tarde. Não fica.


E há outro tipo, mais difícil de vender em powerpoint: uma equipa inteira, em silêncio, a aprender a apanhar azeitona à vara pela primeira vez, com um produtor a corrigir a pega das mãos. Ninguém está a representar um papel. Ninguém está a "simular" uma dinâmica de grupo. Está, de facto, a fazer parte de um trabalho que existe há séculos, e que continua a acontecer exatamente da mesma forma, precise ou não de equipas de empresas para o validar.


Porque o olival funciona como equipa, sem precisar de o dizer


Apanhar azeitona é, por natureza, trabalho coletivo: alguém estende a rede, alguém bate os ramos com a vara, alguém recolhe a azeitona do chão, alguém carrega o cesto até ao reboque. Não há hierarquia óbvia no trabalho físico — o diretor financeiro e o estagiário estão, literalmente, ao mesmo nível, debaixo da mesma árvore, com as mesmas mãos frias e a mesma azeitona a escapar-lhes dos dedos. É uma dinâmica que nenhuma sala de reuniões consegue fabricar, porque a tarefa é real, o objetivo é físico e o resultado é tangível: no fim do dia há azeitona no cesto, e dali a semanas, azeite na garrafa da própria equipa, se o produtor o permitir.


É esta diferença — entre uma dinâmica desenhada e uma tarefa real com consequências reais — que costuma ficar na memória de quem participa muito depois de qualquer questionário de satisfação pós-evento.


Quando isto acontece, e o que fazer no resto do ano


A época de colheita em Trás-os-Montes decorre entre outubro e dezembro — a janela natural para este tipo de atividade, porque é quando há mesmo trabalho a fazer no olival, e não uma encenação preparada propositadamente para visitantes. É também, coincidentemente, uma altura em que muitas equipas regressam de férias e procuram exatamente este tipo de reencontro fora do escritório.


Fora desta janela, o espírito de grupo pode manter-se de outra forma: uma visita ao olival com prova de azeite guiada substitui a componente física pela sensorial, mas mantém o essencial — uma equipa inteira a aprender algo em conjunto, ao mesmo ritmo, sem ninguém a liderar a experiência a não ser o próprio produtor.


O que já existe no território


Vários produtores da rede recebem grupos para participar na apanha. As experiências organizadas pela Sun Azibo, em Macedo de Cavaleiros — "Do Olival ao Geopark" e "Do Olival a Balsamão" — combinam apanha real com a paisagem protegida do Geoparque Mundial UNESCO Terras de Cavaleiros, e a mesma empresa organiza ainda cruzeiros na Albufeira do Azibo, o que permite fechar um programa de dois dias sem sair do mesmo concelho.


Para grupos que preferem começar pela prova antes de decidir arregaçar as mangas, a Quinta Acushla, em Vila Flor, tem visitas guiadas ao olival com degustação de azeites da casa — um bom ponto de partida para equipas maiores ou menos habituadas a trabalho ao ar livre.


Quem procura uma atividade diferente da apanha, mas igualmente colaborativa, pode olhar para a CUT OUT | Design Sustentável, em Bragança — workshops de construção de objetos em grupo, com o mesmo espírito de "mãos na massa" mas sem depender da época de colheita.


Depois do trabalho: onde sentar a equipa


Um dia de team building raramente é só uma atividade — costuma fechar com uma refeição, e é aí que muitas vezes a conversa da equipa continua sem a estrutura do trabalho. O Restaurante O Lagar, em Torre de Moncorvo, instalado num antigo lagar em funcionamento desde 1983, tem exatamente esse carácter — paredes de pedra, história visível, uma mesa que não parece um restaurante de hotel genérico. Para grupos que preferem prolongar o dia com uma componente de descanso, o Grapple Hotel & Spa, em Carrazeda de Ansiães, tem também uma vertente de massagem com azeite regional, se o objetivo for fechar o programa com algo mais lento.


Explora a lista completa de experiências de olivoturismo e produtores do território para montar o programa certo para a tua equipa.


O azeite de Trás-os-Montes não se explica. Prova-se.


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