https://www.azeiteanorte.pt/contato google-site-verification=Tuj7Qiej7kzGGwIX3jHKLBFjh_1AHsIbz0WWQMTdats
top of page
Logo Azeite a Norte

Chegaste por um
Evento?
Ou pelas redes sociais?

Depois de visitares o blog - descobre os olivais, lagares e roteiros que fazem deste lugar um dos mais premiados do Norte de Portugal!

Roteiro de 3 dias pelo Douro Superior — azeite, amêndoa e paisagens que não se esquecem

Série Pronto a Reservar

 

Há uma parte de Portugal onde o Douro ainda não tem multidões. Onde as oliveiras são mais velhas do que os mapas e as amendoeiras, na primavera, cobrem encostas inteiras de branco. Onde se entra numa aldeia de xisto e se sai com azeite comprado diretamente a quem o fez, com uma história que começa antes de nós nascermos.



Imagem do Douro Superior

O Douro Superior é essa parte. Fica entre Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Freixo de Espada à Cinta — três municípios que partilham o rio, os olivais centenários e uma gastronomia que não precisa de adjetivos porque se prova.


Este roteiro é para quem quer três dias sem pressa. Para casais que querem desacelerar, para grupos de amigos que preferem uma mesa longa com pão e azeite a uma piscina de hotel, para quem já conhece o Porto e o Douro vinhateiro e quer descobrir o que está para lá da última curva.


Dia 1 — Torre de Moncorvo: a capital da amêndoa e do olival


Chegada a Torre de Moncorvo, de preferência ao início da tarde. A viagem desde o Porto demora cerca de duas horas pela A4 até Vila Real, e depois a descida pelo IP2 até Moncorvo — uma estrada que merece ser feita devagar, porque a paisagem muda a cada quilómetro.



Imagem da CM Torre de Moncorvo, centro da cidade
Crédito: Imagem CM Torre de Moncorvo

Primeira paragem: o centro histórico. A Igreja Matriz de Torre de Moncorvo é uma das maiores igrejas manuelinas do país — e uma das menos visitadas. Merece tempo. Depois, caminhe pelas ruas do centro, onde se encontram lojas que ainda vendem amêndoas cobertas feitas à mão, uma especialidade local que poucas terras em Portugal ainda mantêm.


Ao final da tarde: Miradouro da Serra do Reboredo. A estrutura em ferro tornou-se um dos símbolos de Moncorvo. Do topo, vê-se a vila, o vale da Vilariça, os rios Sabor e Douro, e ao longe as terras de Alfândega da Fé e Freixo de Espada à Cinta. É o melhor sítio para perceber a escala dos olivais deste território — Moncorvo é, sem exagero, um reino de oliveiras. Mais sobre este miradouro no nosso guia dos 5 miradouros imperdíveis de Trás-os-Montes (azeiteanorte.pt/post/5-miradouros-imperdiveis).


Jantar: a gastronomia de Moncorvo é a da terra quente transmontana — cabrito assado, posta à transmontana regada com azeite novo, amêndoas em tudo. Consulte o nosso guia dos 5 restaurantes imperdíveis (azeiteanorte.pt/post/5-restaurantes-imperdiveis) para sugestões na região.


Pernoitar em Torre de Moncorvo ou arredores. Se preferir alojamento rural com ligação ao território, o Bairro do Casal em Murça (azeiteanorte.pt/alojamento/bairro-do-casal), a cerca de 40 minutos, é uma aldeia de casas de xisto recuperadas com enorme autenticidade — perfeito para quem quer começar o dia seguinte já imerso na paisagem.


Dia 2 — Vila Nova de Foz Côa: onde a História encontra o azeite


De manhã, partida para Vila Nova de Foz Côa (cerca de 20 minutos de carro). Este é um dos poucos municípios do mundo com dois sítios classificados como Património Mundial da UNESCO: a Arte Rupestre do Vale do Côa e a Região Vinhateira do Alto Douro.


Manhã: Museu do Côa e gravuras rupestres. O Museu do Côa é o centro de interpretação do maior conjunto de arte rupestre ao ar livre do mundo — gravuras paleolíticas com mais de 20.000 anos, feitas no xisto das margens do rio Côa. As visitas aos núcleos de arte rupestre devem ser reservadas com antecedência em arte-coa.pt. A experiência dura cerca de duas horas e é guiada — uma das experiências culturais mais impressionantes que se pode ter em Portugal.



Vistas do Museo Rupreste de Foz Côa

Almoço em Foz Côa: restaurantes no centro da vila com gastronomia transmontana. Peça posta à transmontana ou cabrito — e peça sempre azeite da região para provar com o pão.


Tarde: aldeias rurais e olivais. A zona envolvente de Foz Côa tem aldeias como Numão, Almendra e Castelo Melhor, onde a tradição olivícola está viva. Caminhe entre olivais em socalcos, visite um lagar local se estiver aberto, e prove azeite diretamente com o produtor.


Consulte os roteiros de Vila Nova de Foz Côa (azeiteanorte.pt/roteiro/visita-por-vila-nova-de-foz-coa) para percursos detalhados.


Pernoitar em Foz Côa: alojamento local no centro da vila ou nas aldeias envolventes.


Dia 3 — Freixo de Espada à Cinta: a vila manuelina no coração do Douro Internacional



Freixo de Espada à Cinta

De manhã, partida para Freixo de Espada à Cinta (cerca de 40 minutos). A estrada entre Foz Côa e Freixo é uma das mais bonitas do interior de Portugal — o vale abre-se, as encostas alternam entre amendoeiras e oliveiras, e o Douro aparece ao longe, encaixado entre as arribas.


Manhã: centro histórico de Freixo. Conhecida como a 'Vila Manuelina', Freixo tem a Torre do Galo, ruas com janelas manuelinas, a Igreja Matriz com pinturas atribuídas a Grão Vasco, e uma atmosfera que parece ter parado no tempo. É uma vila para caminhar devagar, olhar para cima, entrar nas lojas de produtos regionais.


Trilho PR1 FRC — Penedo Durão. Se gosta de caminhar, este é o trilho a fazer: parte de Freixo e segue por caminhos entre olivais centenários até ao miradouro do Penedo Durão, um dos pontos mais espetaculares do Parque Natural do Douro Internacional. A vista sobre as arribas e o Douro é das mais impressionantes do país. O trilho tem cerca de 12 km e demora 4 a 5 horas — consulte os roteiros de Freixo de Espada à Cinta (azeiteanorte.pt/roteiro/visita-por-freixo-de-espada-a-cinta) para informação detalhada.


Almoço: o restaurante O Lagar ou O Cordeiro, com gastronomia local — cabrito, enchidos, pão de centeio e azeite que se prova antes de tudo o resto.


Tarde: produtores e regresso. Antes de partir, visite um produtor local de azeite. Em Freixo, as variedades dominantes são a Cobrançosa e a Verdeal Transmontana — o azeite daqui tem um carácter próprio, marcado pelo clima seco e pelos olivais em socalcos sobre o Douro.


Se quiser alargar a viagem até Vila Flor (cerca de 45 minutos), pode visitar a Quinta do Barracão da Vilariça (azeiteanorte.pt/produtores/sociedade-agricola-quinta-do-barracão-da-vilarica) — um lagar com um ecomuseu de azeite com cerca de dois séculos, onde se fazem provas e visitas ao olival.


Informações práticas para o Douro Superior


Como chegar: Porto → Torre de Moncorvo: ~2h15 (A4 + IP2). Lisboa → Torre de Moncorvo: ~4h (A1 + A4 + IP2). Espanha (Salamanca) → Freixo de Espada à Cinta: ~2h.


Melhor época: Qualquer altura do ano tem o seu encanto. De fevereiro a março, as amendoeiras em flor transformam a paisagem (veja o nosso guia das amendoeiras em flor). No verão, as praias fluviais e as noites estreladas. No outono (outubro-novembro), a colheita da azeitona e os lagares a trabalhar — a experiência mais autêntica de olivoturismo. Mais sobre a melhor época no nosso post dedicado (azeiteanorte.pt/post/melhor-epoca-olivoturismo).


Reservas: Roteiros completos com contactos e sugestões detalhadas em azeiteanorte.pt/roteiros. Experiências disponíveis em azeiteanorte.pt/experiencia.


Mais produtores: Descubra todos os produtores de azeite do território em azeiteanorte.pt/produtores.



Comentários


Subscreve a Newsletter 

bottom of page