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5 Alojamentos Autênticos em Trás-os-Montes e Alto Douro para Começar Bem 2026


Quinta Acushla

O início do ano é tempo de recomeços, de promessas renovadas e de procurar experiências que realmente nos encham a alma. Se uma das tuas resoluções para 2026 passa por desacelerar, reconectar com o essencial e viver memórias autênticas, então uma escapadinha a Trás-os-Montes e Alto Douro pode ser o presente perfeito que te dás a ti próprio. Há algo profundamente transformador em acordar ao som do silêncio transmontano, abrir a janela e encontrar um mar de oliveiras prateadas a perder de vista — especialmente nesta época, quando os lagares ainda trabalham e o azeite novo perfuma o ar frio de janeiro.

Entre casas de pedra recuperadas com alma, quintas centenárias onde se produz azeite e refúgios que preservam a arquitetura tradicional, descobrimos cinco espaços onde a autenticidade se conjuga com o acolhimento genuíno das gentes da terra. Estes não são apenas lugares para passar a noite — são portas de entrada para uma forma diferente de começar o ano, mais conectada, mais verdadeira, mais tua.

1. Quinta Acushla (Vila Flor) — Onde o Olivoturismo é Vivência

História Enraizada no Azeite

A Quinta Acushla, também conhecida como Quinta do Prado, é muito mais do que um alojamento rural — é um verdadeiro santuário dedicado à cultura do azeite. Situada em Vila Flor, esta quinta familiar materializa o conceito de olivoturismo ao integrar os hóspedes na vivência completa da olivicultura transmontana [1].

A propriedade estende-se por terras onde as oliveiras centenárias convivem com pomares e vinhas, num equilíbrio perfeito entre tradição e modernidade.

O Que Torna Este Alojamento Especial

A Acushla oferece duas casas para alojamento — a Golden House e a Original House — com um total de seis quartos que combinam o conforto contemporâneo com o respeito pela arquitetura tradicional. Mas o que verdadeiramente distingue este espaço é a oportunidade de participar ativamente na produção de azeite [1].

Janeiro é um mês particularmente especial na Acushla: a época da apanha ainda pode estar em curso nas variedades mais tardias, e os lagares trabalham intensamente para transformar as últimas azeitonas da época em ouro líquido. Os proprietários, profundos conhecedores da olivicultura, partilham com entusiasmo o conhecimento acumulado por gerações, transformando cada estadia numa experiência educativa e sensorial. É possível provar o azeite novo — ainda verde, intenso e picante — acabado de extrair, num ritual que aquece o corpo e a alma nestas manhãs frias de inverno.


Porquê Ficar na Quinta Acushla

Vila Flor, conhecida pelos seus olivais extensos e pela qualidade do azeite DOP que produz, é o cenário ideal para quem procura iniciar 2026 com propósito. A Acushla oferece não apenas acomodação, mas uma imersão completa no mundo do azeite — workshops, passeios pelos olivais, provas comentadas e refeições onde cada prato celebra o ouro líquido da região. Que melhor forma de começar o ano do que ligando-te à terra e aos seus ciclos naturais?

2. Bairro do Casal (Vila Nova de Foz Côa) — Turismo de Aldeia Entre Dois Patrimónios da Humanidade

Uma Aldeia Inteira Renascida para o Turismo

O Bairro do Casal é um projeto único de turismo de aldeia situado no concelho de Vila Nova de Foz Côa — a única região do país com dois Patrimónios Mundiais da UNESCO: o Vale do Côa com a sua arte rupestre paleolítica e o Alto Douro Vinhateiro [2].

Este é um daqueles lugares que nos faz acreditar que a recuperação do património rural pode ser feita com alma. Seis casas de xisto independentes foram reconstruídas, salvaguardando integralmente a sua traça inicial, os materiais originais e recuperando técnicas de construção características da região. Cada casa tem nome próprio — Casa Alice, Casa Aida, Casa Formosinda, Casa J. Faustino, Casa Belmira e Casa J. David — homenageando os antigos habitantes que deram vida a este bairro.

O resultado é mágico: a rusticidade da pedra e da madeira convive harmoniosamente com o conforto contemporâneo. As casas são completamente equipadas e independentes, com recepção comum, jardim, esplanada, piscina exterior, sauna e estacionamento privativo.

O Pão Quentinho à Porta e Outros Mimos

Um dos detalhes que os hóspedes mais adoram no Bairro do Casal é o ritual matinal do pão quentinho pendurado na porta de cada casa. O pequeno-almoço, incluído na estadia, é feito com produtos regionais e mimos que fazem toda a diferença — como o copo de vinho do Porto de boas-vindas que os proprietários oferecem à chegada [3].

Em janeiro, quando o frio aperta nas serras transmontanas, este acolhimento caloroso e genuíno ganha ainda mais significado. É o tipo de hospitalidade que transforma uma estadia num refúgio acolhedor e reconfortante.

Vila Nova de Foz Côa: Entre Olivais, Vinhas e Amendoeiras

O Bairro do Casal está rodeado por uma paisagem de cartão-postal — vales, serras, hortas tradicionais, vinhas em socalcos, olivais centenários e amendoeiras que na primavera transformam a região num mar de flores brancas e rosas. A proximidade do rio Douro e das Arribas torna este local ideal para quem procura natureza e tranquilidade absoluta.

Foz Côa é terra de tradições agrícolas profundas, onde a olivicultura e a viticultura moldam o ritmo de vida das gentes. Em janeiro, os olivais descansam após a colheita do fim de ano, os lagares locais ainda trabalham o azeite novo e a paisagem ganha uma serenidade especial que convida a caminhadas contemplativas e à reconexão com o essencial.

O Bairro do Casal oferece diversas experiências aos hóspedes — passeios de bicicleta pelos trilhos da região, canoagem, pesca, visitas ao Parque Arqueológico do Vale do Côa, provas de vinhos em quintas locais e descoberta dos lagares tradicionais onde se produz azeite DOP de qualidade superior.

3. Puial de l Douro (Aldeia Nova, Miranda do Douro) — Agroturismo com Identidade

Uma Casa com História e Propósito

O Puial de l Douro representa o melhor do agroturismo transmontano com identidade cultural. Propriedade do primeiro Professor de Mirandês, Amadeu Ferreira, este empreendimento de turismo no espaço rural localiza-se junto à Igreja Matriz de Aldeia Nova, em pleno Planalto Mirandês e Parque Natural do Douro Internacional [4].

Casa de Pedra

Este conjunto urbanístico, com arquitetura tradicional em granito, serviu desde o século XIX como casario de uma das explorações agrícolas mais importantes da aldeia. A recuperação primorosa manteve a traça e os espaços originais — o pátio central, as antigas divisões agrícolas, o poço — transformando-os em espaços de acolhimento sem lhes retirar a alma [4].

Nove Unidades de Alojamento Pensadas com Cuidado

O Puial de l Douro oferece nove unidades de alojamento, uma biblioteca especializada em Literatura Mirandesa, salas de refeições e estar, adega, sala do forno e cozinha. Cada espaço foi pensado para proporcionar o maior conforto mantendo a autenticidade dos materiais e técnicas construtivas tradicionais [4].

Aqui, vislumbram-se as arribas do Douro e proporcionam-se as condições ideais para quem quer começar o ano em modo contemplativo, conhecendo esta região fascinante do Nordeste Português. A conexão com a terra é palpável — dos olivais que rodeiam a propriedade aos produtos locais que chegam à mesa, tudo respira autenticidade e respeito pela tradição.

Aldeia Nova e o Planalto Mirandês

Aldeia Nova é uma das portas de entrada para o fascinante mundo do Planalto Mirandês. Rodeada por campos de cereais, olivais e amendoais, a aldeia oferece uma base perfeita para explorar os miradouros das Arribas, as aldeias de arquitetura tradicional e os lagares onde se produz azeite de qualidade excecional.

4. Solar de Chacim (Macedo de Cavaleiros) — Nobreza e Ruralidade

Um Solar com Séculos de História

O Solar de Chacim, localizado na aldeia histórica de Chacim em Macedo de Cavaleiros, é uma jóia da arquitetura nobre transmontana. Este solar setecentista, identificado pelo brasão de família que ostenta orgulhosamente na fachada, foi recuperado com requinte preservando todos os elementos que lhe conferem carácter e distinção [5].

Mais do que a possibilidade de dormir num espaço enobrecido pela história, o Solar de Chacim oferece uma experiência que convida ao bem-estar. A decoração clássica, o mobiliário antigo — uma verdadeira perdição para os apreciadores de antiguidades — e os espaços generosos criam uma atmosfera de serenidade e elegância atemporal.

Entre Olivais e Albufeira do Azibo

Chacim situa-se numa região onde os olivais centenários se estendem até onde a vista alcança. A proximidade da Albufeira do Azibo torna o Solar de Chacim numa base ideal para combinar cultura, natureza e gastronomia, mesmo no inverno [6].

A aldeia preserva tradições milenares, desde as técnicas de produção de azeite aos métodos de cultivo dos olivais em terraços. Os proprietários do Solar partilham com entusiasmo as histórias da região e orientam os hóspedes para os melhores produtores locais, lagares tradicionais e experiências autênticas.

5. Quinta da Terrincha (Torre de Moncorvo) — Vista Privilegiada no Reino das Oliveiras

Experiências Autênticas Entre Oliveiras

Torre de Moncorvo é o destino por excelência para os apaixonados pela olivicultura. É neste cenário único que se encontra a Quinta da Terrincha — um refúgio de tranquilidade com vistas deslumbrantes sobre o vale do Douro e os olivais que se estendem até ao horizonte [5].

Esta quinta, que combina elementos rústicos com comodidades modernas, oferece aos hóspedes a oportunidade de experienciar a vida rural transmontana sem abdicar do conforto [5]. Os olivais que rodeiam a propriedade produzem azeitonas que são transformadas em azeite DOP Trás-os-Montes de qualidade superior.

A quinta dispõe de piscina exterior com vistas panorâmicas, jardins onde crescem árvores de fruto e espaços exteriores ideais para refeições ao ar livre temperadas, inevitavelmente, com o azeite da região. Os proprietários, profundos conhecedores do território, organizam passeios pelos olivais, visitas a miradouros escondidos e experiências gastronómicas que celebram os sabores transmontanos.

Torre de Moncorvo e o Património Oleícola

Torre de Moncorvo é uma vila medieval que respira história em cada esquina — desde o centro histórico bem preservado até aos monumentos que testemunham séculos de presença humana. Mas é o olival que verdadeiramente define a identidade desta terra.

Durante a primavera, as amendoeiras em flor criam um espetáculo de cor que atrai visitantes de todo o país. No outono, são os olivais que ganham protagonismo, com a azeitona a amadurecer e os lagares a entrar em funcionamento. A Quinta da Terrincha oferece acesso privilegiado a este ciclo natural que molda o ritmo de vida da região.


Começar 2026 Entre Olivais

O Que Não Perder em Janeiro

Olival

Independentemente do alojamento escolhido, há experiências que definem verdadeiramente uma estadia de início de ano em Trás-os-Montes e Alto Douro:

  • Provar azeite novo: Janeiro é ainda tempo de azeite acabado de extrair. Visita lagares locais e prova este néctar verde-dourado, intenso e picante, que só esta época permite saborear na sua expressão máxima.

  • Caminhar em silêncio: Os trilhos entre olivais e vinhas, sem o calor do verão nem as multidões, convidam à meditação caminhada. O frio seco é revigorante, o ar é límpido, as vistas são infinitas.

  • Sentar à mesa: A gastronomia transmontana de inverno é puro conforto — sopas fumegantes, ensopados generosos, carnes assadas lentamente, tudo regado com o melhor azeite da região. É comida que aquece a alma.

  • Conversar à lareira: Nestes alojamentos, o fogo ainda tem importância. É junto à lareira que se partilham histórias, que os proprietários revelam os segredos da região, que se criam as memórias mais duradouras.

  • Observar as estrelas: As noites transmontanas de janeiro são de uma clareza impressionante. Longe da poluição luminosa das cidades, o céu revela-se numa profusão de estrelas que nos lembra quão pequenos somos — e quão belo é o mundo.

Entre o Recomeço e a Raiz

Escolher onde ficar em Trás-os-Montes e Alto Douro para começar 2026 é escolher que história queremos viver nos próximos meses, que valores queremos cultivar, que memórias pretendemos criar. Estes cinco alojamentos têm em comum a autenticidade, o respeito pela tradição e a capacidade de nos conectarem verdadeiramente com o território — seja através da participação na cultura do azeite, da vivência da arquitetura tradicional ou simplesmente do contacto genuíno com as gentes que aqui vivem e trabalham há gerações.

Mais do que simples lugares para passar a noite, são espaços de transformação. Aqui, o tempo abranda, as prioridades reordenam-se, o essencial volta a fazer sentido. Quando o alojamento se torna experiência, quando a cama é rodeada por olivais centenários e quando o pequeno-almoço inclui azeite acabado de extrair, a viagem transforma-se em algo mais profundo — torna-se uma ligação, uma descoberta e, quem sabe, o melhor começo de ano que poderias dar a ti próprio.

Se 2026 vai ser o ano em que regressas às raízes, em que valorizas o autêntico, em que vives experiências que verdadeiramente importam — então começa aqui, entre oliveiras e tradição, entre pedra e acolhimento, entre o silêncio transmontano e o calor das gentes desta terra.

Descobre mais alojamentos e experiências autênticas em Azeite a Norte e planeia a tua primeira escapadinha de 2026.

Referências

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