Trás-os-Montes Perde Peso no Azeite Nacional — E a Resposta é a Qualidade
- Azeite a Norte

- 22 de mai.
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A região que, há duas décadas, representava 30% da produção nacional de azeite vale hoje menos de metade disso. O peso de Trás-os-Montes na produção portuguesa caiu para quase metade numa década, enquanto o Alentejo avançou de 45% para 71% da produção nacional, sustentado pelo olival intensivo e pelo regadio do Alqueva. diariodetrasosmontes

A pressão não é só estrutural. Na campanha 2025/2026, verificou-se uma redução da produção regional em cerca de 30%, associada aos incêndios ocorridos durante o verão e às condições meteorológicas desfavoráveis. A isto acresce a concorrência crescente do azeite importado, nomeadamente da Tunísia. Agroportal
A nível nacional, perspetiva-se uma produção global semelhante à campanha anterior — cerca de 179 mil toneladas — possível resultado da entrada em produção de novos olivais, sobretudo em sistemas intensivos e superintensivos no Alentejo. O crescimento do país é real. Mas não é de Trás-os-Montes que vem. Agroportal
E então? É por isso que a qualidade importa mais do que nunca.
O azeite de Trás-os-Montes tem Denominação de Origem Protegida desde 1996, e a sua qualidade é mundialmente reconhecida — os inúmeros prémios conquistados têm aumentado o seu prestígio, sobretudo no mercado internacional. Só em 2025, os produtores da região conquistaram mais de 111 distinções nos mais exigentes concursos mundiais. diariodetrasosmontes
O que Trás-os-Montes tem não se replica. Variedades autóctones únicas — Verdeal Transmontana, Madural, Cobrançosa, Cordovil, Santulhana —, olivicultores que estão entre os que mais têm cuidado do cultivo da oliveira e da apanha manual da azeitona nas melhores condições possíveis, numa terra onde a oliveira é ainda hoje considerada uma árvore sagrada. Produtos Tradicionais Portugueses
É precisamente aqui que entra o olivoturismo. Não como alternativa, mas como amplificador: transformar o reconhecimento internacional em experiências que se vivem no território, que se provam nas quintas, que ficam na memória de quem nos visita.
Trás-os-Montes pode perder quota em volume. Não pode — e não vai — perder a sua identidade.
(Fontes: Onda Livre FM, 20 maio 2026; Fenazeites/Lusa; GPP/Agroportal)




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