Azeite de Trás-os-Montes estreia primeiro Passaporte Digital do Produto português
- Azeite a Norte Blog

- há 12 horas
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Projeto pioneiro do Azeite a Norte, Data CoLAB e ACUSHLA traz rastreabilidade completa ao azeite Gold Edition, antecipando exigência europeia que vai transformar o mercado.

A rastreabilidade deixou de ser apenas boa prática — vai tornar-se obrigatória na União Europeia. E Trás-os-Montes está na linha da frente desta revolução. O azeite Gold Edition, produzido em Vila Flor, é o primeiro azeite português com Passaporte Digital do Produto (DPP - Digital Product Passport), um sistema pioneiro que permite ao consumidor aceder, através de um simples QR Code, à história completa do produto: do olival à garrafa.
O que é o Passaporte Digital do Produto
O DPP é um sistema digital da União Europeia que reúne informação essencial sobre um produto ao longo de todo o seu ciclo de vida. Cada produto passa a ter uma identidade digital única, acessível através de tecnologias como QR Code ou NFC.
Este instrumento integra o Regulamento de Ecodesign para Produtos Sustentáveis (ESPR), uma das peças-chave do European Green Deal e do Plano de Ação para a Economia Circular europeia. O objetivo é claro: tornar os produtos no mercado europeu mais sustentáveis, duráveis, circulares e transparentes, combatendo ao mesmo tempo o greenwashing.
Para o consumidor, significa poder confirmar:
Origem real das matérias-primas
Processos de produção e transformação
Impacto ambiental e pegada de carbono
Certificações e conformidade regulamentar
Instruções de utilização, reparação e reciclagem
Trás-os-Montes na vanguarda da transparência
Segundo o Data CoLAB, o projeto permitiu testar em ambiente real a aplicação do Passaporte Digital do Produto no setor agroalimentar, demonstrando como a rastreabilidade digital pode:
Reforçar a transparência total
Aumentar a confiança do consumidor
Gerar valorização económica do território
Combater fraudes e imitações
Para uma região como Trás-os-Montes, onde a autenticidade sempre foi valor inegociável, este projeto não é apenas compliance regulatória — é afirmação de identidade.
E este foi um dos motivos que, assim que foi desafiado, o Azeite a Norte colaborou para o seu desenvolvimento e afirmação na região.
Um desafio que é também oportunidade
Para as empresas portuguesas, especialmente PME do setor agroalimentar, o DPP representa um desafio de adaptação. A implementação será progressiva:
Calendário previsto:
2025-2026: Primeiros setores (têxteis, baterias, eletrónica, construção)
2026-2027: Alargamento gradual ao agroalimentar
Médio prazo: Condição obrigatória de acesso ao mercado europeu
Para quem se antecipar — como o projeto de Trás-os-Montes está a fazer —, o DPP pode tornar-se ferramenta de diferenciação, não apenas obrigação legal.
Segundo a Comissão Europeia, produtos com Indicação Geográfica protegida vendem-se 2 a 3 vezes mais caro que produtos comuns. Com rastreabilidade digital completa, essa valorização pode ser ainda maior.
Está previsto, também, que o IAPMEI, ainda este ano, vai proporcionar apoios para os empresários e as suas marcas possam aderir e implementar o DPP nas suas produções. Uma dupla oportunidade.
Olivoturismo e transparência digital
Este projeto mostra uma tendência: o futuro do turismo ligado ao azeite passa por experiências verificáveis. Não basta visitar um lagar — os visitantes querem confirmar que o azeite que levam tem mesmo aquela história.
Para regiões que apostam no olivoturismo, o DPP pode tornar-se ferramenta poderosa:
Tours com QR Codes nos olivais
Rastreabilidade desde uma árvore específica
Storytelling digital e verificável
Diferenciação em mercados saturados
Trás-os-Montes, com olivais centenários, paisagens de cortar a respiração e produtores apaixonados, tem tudo para transformar esta exigência regulatória em vantagem competitiva no turismo rural.
O futuro é transparente
Mais do que uma obrigação regulatória, o Passaporte Digital do Produto representa um novo paradigma na economia europeia: produtos mais informados, mais responsáveis e mais ligados ao seu contexto social e ambiental.
Para regiões como Trás-os-Montes, com forte identidade territorial e produtos de elevado valor patrimonial, o DPP pode tornar-se ativo estratégico num mercado cada vez mais exigente e consciente, e por isso o Azeite a Norte abraçou com a Data Colab o desafio.
O azeite Gold Edition da Acushla já mostra o caminho: quando o produto é autêntico e o território é genuíno, a transparência total não é risco — é vantagem competitiva.
Olivais centenários. Variedades endémicas. Produção certificada. Rastreabilidade completa. História verificável.
O futuro do azeite é digital. E começa em Trás-os-Montes.
👉 Saiba mais sobre o projeto de rastreabilidade da Azeite a Norte e veja o vídeo explicativo: https://www.azeiteanorte.pt/rastreabilidade
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Referências na imprensa:





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