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Azeite de Trás-os-Montes estreia primeiro Passaporte Digital do Produto português

Projeto pioneiro do Azeite a Norte, Data CoLAB e ACUSHLA traz rastreabilidade completa ao azeite Gold Edition, antecipando exigência europeia que vai transformar o mercado.


Digital Product Passport

A rastreabilidade deixou de ser apenas boa prática — vai tornar-se obrigatória na União Europeia. E Trás-os-Montes está na linha da frente desta revolução. O azeite Gold Edition, produzido em Vila Flor, é o primeiro azeite português com Passaporte Digital do Produto (DPP - Digital Product Passport), um sistema pioneiro que permite ao consumidor aceder, através de um simples QR Code, à história completa do produto: do olival à garrafa.


O que é o Passaporte Digital do Produto


O DPP é um sistema digital da União Europeia que reúne informação essencial sobre um produto ao longo de todo o seu ciclo de vida. Cada produto passa a ter uma identidade digital única, acessível através de tecnologias como QR Code ou NFC.


Este instrumento integra o Regulamento de Ecodesign para Produtos Sustentáveis (ESPR), uma das peças-chave do European Green Deal e do Plano de Ação para a Economia Circular europeia. O objetivo é claro: tornar os produtos no mercado europeu mais sustentáveis, duráveis, circulares e transparentes, combatendo ao mesmo tempo o greenwashing.


Para o consumidor, significa poder confirmar:

  • Origem real das matérias-primas

  • Processos de produção e transformação

  • Impacto ambiental e pegada de carbono

  • Certificações e conformidade regulamentar

  • Instruções de utilização, reparação e reciclagem


Trás-os-Montes na vanguarda da transparência


Segundo o Data CoLAB, o projeto permitiu testar em ambiente real a aplicação do Passaporte Digital do Produto no setor agroalimentar, demonstrando como a rastreabilidade digital pode:


  • Reforçar a transparência total

  • Aumentar a confiança do consumidor

  • Gerar valorização económica do território

  • Combater fraudes e imitações


Para uma região como Trás-os-Montes, onde a autenticidade sempre foi valor inegociável, este projeto não é apenas compliance regulatória — é afirmação de identidade.

E este foi um dos motivos que, assim que foi desafiado, o Azeite a Norte colaborou para o seu desenvolvimento e afirmação na região.


Um desafio que é também oportunidade


Para as empresas portuguesas, especialmente PME do setor agroalimentar, o DPP representa um desafio de adaptação. A implementação será progressiva:


Calendário previsto:

  • 2025-2026: Primeiros setores (têxteis, baterias, eletrónica, construção)

  • 2026-2027: Alargamento gradual ao agroalimentar

  • Médio prazo: Condição obrigatória de acesso ao mercado europeu


Para quem se antecipar — como o projeto de Trás-os-Montes está a fazer —, o DPP pode tornar-se ferramenta de diferenciação, não apenas obrigação legal.


Segundo a Comissão Europeia, produtos com Indicação Geográfica protegida vendem-se 2 a 3 vezes mais caro que produtos comuns. Com rastreabilidade digital completa, essa valorização pode ser ainda maior.


Está previsto, também, que o IAPMEI, ainda este ano, vai proporcionar apoios para os empresários e as suas marcas possam aderir e implementar o DPP nas suas produções. Uma dupla oportunidade.


Olivoturismo e transparência digital


Este projeto mostra uma tendência: o futuro do turismo ligado ao azeite passa por experiências verificáveis. Não basta visitar um lagar — os visitantes querem confirmar que o azeite que levam tem mesmo aquela história.


Para regiões que apostam no olivoturismo, o DPP pode tornar-se ferramenta poderosa:

  • Tours com QR Codes nos olivais

  • Rastreabilidade desde uma árvore específica

  • Storytelling digital e verificável

  • Diferenciação em mercados saturados


Trás-os-Montes, com olivais centenários, paisagens de cortar a respiração e produtores apaixonados, tem tudo para transformar esta exigência regulatória em vantagem competitiva no turismo rural.


O futuro é transparente


Mais do que uma obrigação regulatória, o Passaporte Digital do Produto representa um novo paradigma na economia europeia: produtos mais informados, mais responsáveis e mais ligados ao seu contexto social e ambiental.


Para regiões como Trás-os-Montes, com forte identidade territorial e produtos de elevado valor patrimonial, o DPP pode tornar-se ativo estratégico num mercado cada vez mais exigente e consciente, e por isso o Azeite a Norte abraçou com a Data Colab o desafio.


O azeite Gold Edition da Acushla já mostra o caminho: quando o produto é autêntico e o território é genuíno, a transparência total não é risco — é vantagem competitiva.

Olivais centenários. Variedades endémicas. Produção certificada. Rastreabilidade completa. História verificável.


O futuro do azeite é digital. E começa em Trás-os-Montes.


👉 Saiba mais sobre o projeto de rastreabilidade da Azeite a Norte e veja o vídeo explicativo: https://www.azeiteanorte.pt/rastreabilidade


Palavras-chave: passaporte digital, DPP, rastreabilidade, Azeite a Norte, azeite Gold Edition, Data CoLAB, ACUSHLA, Trás-os-Montes, transparência, economia circular, QR Code azeite


Referências na imprensa:








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